segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Guerra Fria

GUERRA FRIA

O que estava em jogo no conflito entre EUA e URSS

Por Túlio Vilela*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/Nasa

O astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar a Lua

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética foram aliados na luta contra a Alemanha nazista. Derrotado o inimigo comum, os antigos aliados se transformaram em adversários. Assim, com o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, tinha início uma guerra nova e diferente: a Guerra Fria.

Por que a Guerra Fria foi diferente?

Diferente porque as duas superpotências jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o conflito entre as duas superpotências ter recebido o nome de "Guerra Fria". Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos os seus recursos, seria uma guerra sem vencedores e uma ameaça à própria continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, o monopólio norte-americano da bomba atômica não durou muito tempo. Em agosto de 1949, a União Soviética detonou sua primeira bomba atômica.

Qual a característica mais marcante da Guerra Fria?

Uma das características principais foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte-americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e América Latina. Exemplos dessas guerras foram a intervenção norte-americana no Vietnã, durante as décadas de 1960 e 1970, a intervenção soviética noAfeganistão, final dos anos 1970 a meados dos anos 1980 e o envolvimento direto ou indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos.

Por que os Estados Unidos e a União Soviética eram adversários?

A rivalidade entre as duas superpotências tinha origem na incompatibilidade entre as ideologias defendidas por cada lado. Essa incompatibilidade ideológica podia ser percebida no fato que cada superpotência tinha um sistema político diferente e organizava sua economia de modo diferente da outra. Enquanto os Estados Unidos defendiam o capitalismo, a democracia, princípios como a defesa da propriedade privada e a livre iniciativa, a União Soviética defendia o socialismo e princípios como o fim da grande propriedade privada, a igualdade econômica (um a sociedade sem ricos e pobres) e um Estado forte capaz de garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos.

Essas ideologias vigoravam de fato nas duas superpotências?

Havia muitas contradições entre o discurso e as práticas de cada superpotência. De um lado, os Estados Unidos apresentavam-se como defensores da liberdade e da democracia, mas para combater o socialismo, apoiaram ditaduras na América do Sul nas décadas de 1960 e 1970 (dentre as quais, osregimes militares da Argentina, Chile e do próprio Brasil) e onde eram praticadas a prisão e a tortura dos opositores desses regimes. Por outro lado, a União Soviética que se apresentava como defensora da igualdade e inimiga da miséria, era controlada por um partido único, o Partido Comunista, cujos altos funcionários formavam uma elite privilegiada: usufruíam de luxos como produtos importados de boa qualidade enquanto a maioria da população era obrigada a enfrentar longas filas para comprar artigos de primeira necessidade que faltavam nas prateleiras.

O que são CIA e KGB?

CIA é a sigla de Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência), a agência de espionagem do governo dos Estados Unidos. KGB eram as iniciais, em russo, do Comitê de Segurança do Estado, a antiga agência de espionagem da União Soviética. Além dos serviços de espionagem, a KGB também fazia o papel de polícia política, ou seja, reprimia qualquer tentativa de oposição ao governo soviético (o mesmo papel que a Gestapo, a polícia política de Hitler fazia na Alemanha nazista). O currículo da CIA também é cheio de "trabalho sujo": a CIA participou de golpes de Estado em vários países da América Latina, com aconteceu na Guatemala, em 1954.

O que foi a "corrida espacial"?

Foi uma disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a União Soviética. Os feitos da corrida espacial eram também demonstrações de poder: a potência que desenvolvesse uma tecnologia capaz de enviar um homem ao espaço também seria capaz de desenvolver mísseis nucleares controlados a distância. Os feitos de cada superpotência eram explorados pela propaganda de cada governo. Afinal, cada lado, queria provar que seu sistema (capitalismo, no caso dos Estados Unidos, socialismo, no caso da União Soviética, era o melhor). Tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética utilizaram, no início de seus programas espaciais, engenheiros alemães que trabalharam no desenvolvimento dos foguetes V-2, os temíveis mísseis balísticos usados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Qual dos dois países deu a largada na corrida espacial?

No início, quem tomou a dianteira na corrida espacial foi a União Soviética, que em 1957 lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik, e, no mesmo ano, a enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadelinha Laika (que morreu lá mesmo). Também foi da União Soviética o feito de enviar o primeiro ser humano a viajar pelo espaço, o ucraniano Yuri Gagarin (na época, a Ucrânia era uma das repúblicas que compunham a União Soviética), no dia 12 de abril de 1961.

Mas foram os americanos que cruzaram a reta final?

Sim, o programa espacial norte-americano acabou superando o programa espacial soviético: no dia 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar na Lua. Um a curiosidade: enquanto os norte-americanos chamavam os tripulantes de suas espaçonaves de astronaustas, os soviéticos chamavam os tripulantes das suas espaçonaves de cosmonautas.


Divulgação/Nasa

O cosmonauta russo Yuri Gagarin


hitória do flamengo

Rubro Negro

O INICIO
A grande história do "Rubro Negro" teve inicio a partir da
idéia de criação do esporte mais praticado no inicio do seculo passado - o remo.

Os remadores - José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport - resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Este barco ganhou o nome de "Pherusa".

Dias depois (06/10), os
jovens remadores foram dar a primeira volta, partiram da praia de Maria Angu (atual Ramos) até a praia do Flamengo. No caminho a forte tempestade virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa.

Mas o grupo estava disposto a recuperar a embarcação e iniciaram uma reforma. Quando estava quase pronta foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu. Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers.

Assim, à
17 de novembro de 1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria:Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro.

Assinaram ainda, a presente ata, como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, hà controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título.

No encontro, foi acordado que
a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.

O FUTEBOL
A partir do início do século XX, o futebol começava a disputar popularidade na cidade do Rio de Janeiro com o remo. Mas, como o clube rubro-negro não dispunha de departamento de esportes terrestres, seus
sócios eram obrigados a acompanhar o Fluminense também, pois em Laranjeiras havia um time para torcer.

O maior exemplo desta divisão era Alberto Borgerth. Pela manhã, era remador no Flamengo. À tarde, representava o Fluminense no futebol. Os torcedores, sem opção para acompanhar os dois esportes em um só clube, seguiam o mesmo comportamento, dividindo-se na paixão clubística.

O Flamengo, então, começou a dar os seus primeiros passos no nobre esporte bretão. No
primeiro amistoso, realizado dia 25 de outubro de 1903 no Estádio do Paissandú Atlético Clube, perde do Botafogo por 5 a 1, com a seguinte formação: G.V. de Castro, V. Fatam, H. Palm, Sampaio Ferraz, A. Gibbons (capitão), L. Neves, C. Pullen, M. Morand, A. Vasconcelos, D. Moutinho e A. Simonsen, com os reservas M. Gudin e A. Furtado.

Uma curiosidade é que o time de futebol não entrava em campo com o uniforme oficial do Flamengo.
No primeiro jogo, vestiu camisas brancas e shorts pretos. Depois, foi obrigado a usar o Papagaio de Vintém e a Cobra Coral. O esporte era malvisto pelo remo rubro-negro e, por isso, o clube só se filiou à Liga Metropolitana de Futebol - criada em 1905 - em 1912, depois do ingresso dos ex-tricolores, ficando cerca de nove anos disputando somente amistosos.

A Oficialização do Futebol
O futebol do Flamengo é dissidente do Fluminense. Em 1911, o tricolor estava às vésperas do título carioca, mas, atravessava grave crise interna.

O capitão do time, Alberto Borgeth (o mesmo que remava pelo Flamengo), se desentendeu com os dirigentes e, depois de conquistado o campeonato, liderou um movimento de saída das Laranjeiras.

Dez jogadores campeões deixaram o Fluminense: Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida, Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews e Arnaldo Machado Guimarães.

Dia 8 de novembro, foi aprovado o ingresso dos novos sócios. Os remadores do Flamengo, porém, não eram favoráveis à dedicação oficial do clube rubro-negro ao futebol, caso que estava sendo analisado por uma comissão da qual o líder era justamente Alberto Borgerth. Mas não teve jeito mesmo. Em assembléia realizada
no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente o seu time de futebol, sob a responsabilidade do Departamento de Esportes Terrestres.
Fonte: Arquivo e flamengo.com.br

Titulos
CompetiçãoAno
Copa Intercontinental1981
Taça Libertadores da América1981
Copa Mercosul

1999

Copa Ouro Sulamericana1996 (Invicto)
Campeonato Brasileiro1980, 1982, 1983, 1987 (Copa União) e 1992
Copa do Brasil1990 (Invicto) e 2006
Copa dos Campeões2001
Taça Brahma dos Campeões1992
Torneio Rio-São Paulo1961
Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais1997 (Invicto)
Campeonato Carioca1914, 1915 (Invicto), 1920 (Invicto), 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979 (Invicto), 1979, 1981, 1986, 1991, 1996 (Invicto), 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009
Torneio Inicio do Carioca1920, 1922, 1946, 1951, 1952, 1959.
Taça Guanabara1970, 1972 (Invicto), 1973 (Invicto), 1978, 1979, 1980 (Invicto), 1981, 1982, 1984, 1988, 1989 (Invicto), 1995, 1996 (Invicto), 2001, 2004 e 2007
Taça Rio de Janeiro1978 (Invicto), 1983, 1985 (Invicto), 1986, 1991 (Invicto), 1996 (Invicto), 2000 e 2009.
Campeonato da Capital1991 (Invicto)
Taça Estado do Rio de Janeiro1991 (Invicto)
Torneio Extra do Rio de Janeiro1934 (Invicto)
Torneio Aberto do Rio de Janeiro1936 (Invicto)
Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro1943 (Invicto)
Torneios Internacionais
Quadrangular de Lima (Peru)
Quadrangular da Argentina
Quadrangular de Israel
Hexagonal do Peru
Octogonal de Verão
Quadrangular da Tunisia
Troféu Naranja (Espanha)
Quadrangular do Marrocos
Ciudad Palma de Mallorca/ESP
Toféu Ramon de Carranza (ESP)
Ciudad de Santander (ESP)
Copa Punta del Este (URU)
Torneio de Nápolis (ITA)
Torneio Air Gabon (Gabão)
T. Internacional de Angola
Copa Kirin (Japão)
Troféu Colombino (ESP)
Torneio de Hamburgo (ALE-Oc.)
Copa Marlboro (EUA)
Taça Libertad (ARG)
Pepsi Cup (Japão)
Torneio See'94 (Malasia)
Triangular do R. de Janeiro (BRA)
T. Gilberto Cardoso (RJ-BRA)
Torneio Inter. de Verão (RJ-BRA)
1952
1953
1958
1959
1961
1962
1964 e 1986
1968
1978
1979 e 1980
1980
1981
1981
1987
1987
1988
1988
1989
1990
1993
1994
1994
1954
1955
1970 e 1972
Torneios Nacionais/Estaduais
Triangular de Curitiba (PR)
Triangular de Goiás
Quadrangular do Espirito Santo
Torneio do Povo
Torneio de 320 de Judiaí (SP)
Torneio Elmo Serejo (DF)
T. de Inauguração do Estádio José Fragelli (Cuibá/MT)
Quadrangular de Varginha (MG)
Torneio Cidade de Brasilia (DF)
Taça Madame Gaby Coelho Netto
Troféu América Fabril
Quadrangular de Goiás (GO-BRA)
1953
1965
1965
1971
1975
1976
1976

1990
1997
1916
1919 e 1922
1975
Taças em uma única Partida
Taça Libertad (ARG)
Pepsi Cup (Japão)
1993
1994
CAMPEÃO BRASILEIRO 2009 (06/12/2009)

Copa Toyota Intercontinental1981

Muitos achavam que o Flamengo era um time que só conquistava títulos no Maracanã. A Taça Libertadores, vencida no Uruguai, balançou a tese. Depois, o show seria em Tóquio e o Flamengo não precisaria provar mais nada.

Os craques rubro-negros entraram em campo no dia 13 de dezembro de 1981, para enfrentar o Liverpool, vencedor da Copa dos Campeões, pelo Mundial Interclubes, com o objetivo de exterminar uma velha máxima ouvida pelos quatro cantos do Brasil: "o Flamengo é time de Maracanã, só neste estádio mostra superioridade". É verdade que, apenas 20 dias antes, o clube carioca conquistara a Taça Libertadores em Montevidéu, no Uruguai, ao derrotar o Cobreloa, do Chile. Mas pouco importou para os críticos. Para convencê-los, o jeito era superar os ingleses. Com uma grande apresentação, de preferência.

Tudo indicava que não seria fácil. O Liverpool passava por uma fase semelhante à do Flamengo, conquistando títulos seguidos há anos. Por coincidência, a primeira conquista importante, a da Copa dos Campeões da Europa, foi conquistada em 1978, mesmo ano em que o clube da Gávea vencia o Campeonato Carioca, dando início a uma era de ouro em sua História.

Para os especialistas em futebol, o Liverpool levava ligeira vantagem. Em 1981, enquanto o Leandro, Zico e JúniorFlamengo vencera o desconhecido Cobreloa na decisão da Libertadores, o time inglês superara Bayern de Munique e Real Madrid nas duas últimas fases - semifinais e final, respectivamente - da Copa dos Campeões. Só que essas teses pouco valeriam em Tóquio. Em campo, como adoram repetir os jogadores, seriam 11 contra 11. Durante o jogo decisivo, aí sim, surgiria o favorito.

Os 62.000 torcedores que compareceram ao Estádio Nacional não tiveram que esperar muito para saber qual era o melhor time em campo. Aos 13 minutos, Zico lançou Nunes que viu a saída desesperada do goleiro Grobbelaar e, ainda fora da grande área, o encobriu para abrir o placar. "Acidente de percurso", pensaram os ingleses. Coitados, mal sabiam que o show rubro-negro estava apenas começando.

Não se pode dizer que o Liverpool não contava com talentos capazes de inverter o rumo da partida. Os habilidosos Souness e Dalglish, dois dos maiores jogadores da história do futebol escocês, poderiam brilhar a qualquer momento, fazendo o Flamengo tremer. Tremer? Presta atenção no time dirigido por Paulo César Carpegiani: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Havia craques por todos os lados, vencê-los era tarefa quase impossível.

E o pior para os ingleses era que Zico estava inspirado, levando à loucura a defesa adversária. Aos 34 minutos, McDermott derrubou Tita na entrada da área e o Galinho se encarregou da cobrança da falta, mandando a bomba que Grobbelaar apenas rebateu. Na sobra, Lico acertou Thompson e Adí;lio, esperto, estufou a rede: 2 a 0.

O Liverpool bambeou, faltava pouco para ruir de vez. A solução era torcer para que o primeiro tempo terminasse logo, com a intenção de se recuperar dos ferimentos no intervalo. A tática estava acertada, só faltou avisar a Zico e Nunes. Aos 41 minutos, o maior jogador do Flamengo em todos os tempos lançou novamente o centroavante, que avançou e bateu na saída do goleiro. Com 45 minutos de antecedência, a taça já tinha destino certo: o Rio de Janeiro.

O segundo tempo foi arrastado, chato mesmo de se ver. O Liverpool não mostrava forças para reagir, limitou-se a ficar na defesa - talvez temendo sofrer uma goleada ainda mais humilhante. Os craques do Flamengo tocavam a bola de pé em pé sem objetividade, envolvendo os combalidos adversários e esperando o tempo passar. Foram 45 minutos de total domínio rubro-negro sobre os ingleses.

Final de jogo e festa no Brasil, o clube mais popular do país conquistava o mundo. Agora, definitivamente, o Flamengo não poderia ser chamado de "time de Maracanã". Afinal, provou ser imbatível em todo o canto, até mesmo do outro lado do planeta.
SÚMULA - Flamengo 3 x 0 Liverpool
Data: 13/Dezembro/1981 Local: Estádio Nacional (Tóquio/JAP)
Árbitro: Rúbio Vazques (México) Gols: Nunes 13, Adílio 34 e Nunes 41 1° tempo.
Flamengo: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Tec.: Paulo César Carpegiani.
Liverpool: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Tec.: Paisley.

HINO OFICIAL

Letra e música: Paulo Magalhães (ex-goleiro do Clube). Foi criado em 1920 e gravado pela primeira vez em 1932 pelo cantor Castro Barbosa, foi registrado somente em 1937 no Instituto Nacional de Música.

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar!
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Saudemos todos com muito ardor
O pavilhão do nosso amor
Preto e encarnado, Idolatrado
Dos mil campeões, do vencedor

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar!
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente, com denodo e fé
Que o seu futuro inda será mais lindo
Que o presente
Que tão lindo é


HINO POPULAR

Letra e música: Lamartine Babo
Gravado pela primeira vez por Gilberto Alves em 1945, o Hino não-oficial é o consagrado pela nação rubro-negra, que o canta em jogose conquistas do Flamengo.

Uma vez Flamengo,
Sempre Flamengo.
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra,
Seja no mar.

Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer!

Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata
De emoção, no coração
Consagrado, no gramado
Sempre amado, o mais cotado
nos Fla-Flus é o ai Jesus

Eu teria
Um desgosto profundo
Se faltasse,
O Flamengo no mundo.

Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer Eu sou..
Fonte: Arquivo e flamengo.com.br

Governo Pessoal de D. Pedro II

Governo Pessoal de D. Pedro II

As revoltas ocorridas no Período Regencial preocupavam os proprietários de escravos e terras. Temia-se que a anarquia levasse o Império à desintegração. Liberais e conservadores, com medo de perder o controle político da nação e em nome da preservação da unidade nacional, concordavam que somente D. Pedro de Alcântara poderia pacificar e unir o Império brasileiro. " ...Tivesse o país um Imperador e a ordem se implantaria providencialmente..." A solução, portanto, era antecipar da maioridade do Príncipe herdeiro, conseguida por uma mudança na Constituição, permitindo que um adolescente de catorze anos de idade assumisse o trono do Brasil. O Governo pessoal de D. Pedro II foi o mais longo da nossa história - 1840-1889 -.

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Com o fim das revoltas liberais de São Paulo e de Minas Gerais e da revolta Praieira, emPernambuco, o Império consolidara-se. A desordem havia sido expulsa das ruas. A restauração do Poder Moderador, privilégio pessoal do Imperador, e a do Conselho de Estado reforçara a centralização política do Governo. Liberais e conservadores, por meio do jogo eleitoral, alternavam-se no poder, representando uma única camada social, a elite branca, proprietária de escravos e de terras. A expansão do cultivo do café, que se tornou o nosso principal produto de exportação, deslocou o eixo da riqueza para o Centro-Sul. A industrialização, a extinção do tráfico negreiro, e a chegada dos imigrantes europeus, provocaram mudanças na composição da população brasileira. A política externa foi marcada pelas Questões Platinas e pela Guerra do Paraguai. Em meio a tudo isso, oRomantismo colocava a vida brasileira na literatura e nas artes em geral, na busca de nossa identidade nacional.

Período Regencial

Período Regencial

Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: enquanto o país era governado por regentes, as diversas forças políticas lutavam pelo poder; o país perdia espaço na concorrência por mercados econômicos e aumentava sua dependência das potências estrangeiras; as reivindicações populares por melhores condições de vida se acirravam, ocasionando revoltas em diversos pontos do país. Homens livres brancos, mulatos, mestiços, pardos, e negros forros, foram às ruas em busca do direito de participação na vida política e de melhores condições de vida. Por outro lado, esses conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo em torno das Províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Nesse período ocorreu, também, a expansão da cultura cafeeira na região do Vale do Paraíba, fazendo surgir o poderoso grupo dos "barões do café". Nesse contexto, torna-se fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro, apesar da pressão inglesa. Nessa época são criados o Colégio de Pedro II e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, com a finalidade de desenvolver uma política cultural para o país.

Primeiro Reinado

Primeiro Reinado

O Primeiro Reinado - 1822/1831 - foi um período da História do Brasil marcado por sérios conflitos de interesses. De um lado os que desejavam preservar as estruturas socioeconômicas vigentes. Do outro, D. Pedro I pretendendo aumentar e reforçar o seu próprio poder, evidenciado na marca característica da Constituição outorgada de 1824: o Poder Moderador exclusivo do imperador.

A política autoritária de D. Pedro I sofreu forte oposição na imprensa e na Câmara dos Deputados. A situação daí resultante, agravada pelos problemas econômicos e financeiros do país, minaram a popularidade do imperador. Este, apesar do apoio de alguns setores da sociedade, como o Partido Português, não conseguiu reverter a crise. Assim, na madrugada do dia 7 de abril de 1831, declarou sua abdicação ao trono em favor do filho menor, o príncipe imperial D. Pedro de Alcântara.

A Emancipação Política

A Emancipação Política

O retorno de D. João VI a Portugal, pressionado pela Revolução do Porto e as medidas recolonizadoras tomadas pelas Cortes de Lisboa, que tentavam ainda limitar o poder do príncipe-regente D. Pedro, favoreceram a união das forças políticas brasileiras contrárias à política das Cortes. À medida que as decisões das Cortes já não deixavam dúvidas sobre a recolonização, a idéia de independência ganhava força. Praticamente alcançada no Dia doFico, quando o príncipe-regente recusou-se a obedecer à ordem de retornar a Portugal, a Independência foi formalizada com o Ato do Ipiranga. No entanto, a Independência proclamada por D. Pedro I não foi aceita de imediato em todas as províncias. Nas províncias da Bahia, Pará, Piauí, Maranhão e Cisplatina, militares e comerciantes portugueses, que não aceitavam o fim do domínio de Portugal, rebelaram-se. O Governo Imperial, teve que contratar mercenários estrangeiros que, ao lado das milícias populares, combateram aqueles que se revoltaram contra a nossa Independência. Por outro lado, toda nação, ao se tornar livre, precisava ter sua independência reconhecida internacionalmente. Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecê-la, seguidos pelas demais nações sul-americanas, que faziam restrições ao regime monárquico adotado por D. Pedro I. A Inglaterra não a reconheceu logo, aguardando que Portugal, seu tradicional aliado, o fizesse. Mas interessada em manter os Tratados assinados em 1810, pressionou Lisboa a concordar com a Independência de sua antiga Colônia. José Bonifácio, monarquista constitucional e líder dos aristocratas do Partido Brasileiro, conhecido como o Patriarca da Independência, tornou-se o principal ministro de D. Pedro, afastando do poder os democratas, em meio a grande agitação. Suas propostas em relação à escravidão, ao tratamento dado aos índios, à reforma agrária, à proteção ao meio ambiente, à educação, entre outras, são até hoje debatidas.

A Corte no Rio de Janeiro

A Corte no Rio de Janeiro

A decretação do Bloqueio Continental pelo imperador francês Napoleão Bonaparte ocasionou a transferência da Corte portuguesa para o Brasil. A abertura dos portos ao comércio internacional, a interiorização da colonização e o enraizamento dos novos colonosnas terras americanas contribuíram para que se tornasse mais consistente a idéia, há muito aventada, da formação de um Império luso-americano. Essa situação provocou profundas alterações na vida da Colônia. Seus habitantes refinaram seus hábitos no contato com os nobres da Corte, com os estrangeiros, os viajantes e com os artistas vindos nas diversas missões culturais. A permanência da família real causou, também, insatisfação em amplos setores da sociedade, especialmente naqueles que tiveram seus interesses prejudicados, dando origem a movimentos de contestação, como, por exemplo, a Revolução Pernambucana de 1817.